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segunda-feira, 30 de junho de 2014

"Torcedor morre de infarto no Mineirão durante Brasil e Chile" - que tal cuidar do seu coração?

COPA DO MUNDO - Não precisa ser apaixonado por futebol para sentir fortes emoções durante os jogos do Brasil durante a Copa. Mas cuidado! Estudos comprovam que a Copa do Mundo e, especialmente, os jogos da seleção brasileira implicam em maior incidência de infarto agudo do miocárdio.

Um exemplo disso ocorreu no último sábado, 28 de junho: um torcedor morreu de infarto no Estádio do Mineirão durante Brasil e Chile. Ele tinha 69 anos e era hipertenso e diabético. A empresa de saúde que presta serviço para a Fifa no Mineirão atendeu pelo menos quatro torcedores com sintomas de princípio de infarto no estádio durante a mesma partida.
Ontem mesmo, eu soube de outro senhor de idade também morreu de infarto durante o mesmo jogo, em sua casa, na região de Campinas.

As pessoas que sofrem problemas cardíacos durante os jogos são aquelas que já tem predisposição para doenças cardiovasculares. Entre os principais fatores de risco estão o fumo, a hipertensão arterial e o diabetes, além de história familiar de doença cardiovascular e a idade. Em geral a doença cardíaca já existe mas muitas vezes ainda não se manifestou. 
As emoções são reações naturais do ser humano, mas também podem provocar reações adversas nesses casos. Além disso, no clima dos jogos, muita gente abusa de bebidas alcoólicas, do fumo e de comidas salgadas, ou não toma direito os medicamentos de uso contínuo.

Veja essas dicas para evitar sustos durante a Copa:
  • Não beba muito e, se você é fumante, não fume tanto. 
  • Não pratique exercícios exaustivos. 
  • Não coma alimentos salgados e faça refeições pequenas. Se for diabético, não abuse de carboidratos, especialmente doces.
  • Não pare de tomar seus remédios, mesmo se você pensa em abusar da bebida.
  • Lembre-se que os jogos são um entretenimento passageiro e que a vida continua. É um momento de festa para compartilhar com os amigos e a família, para descontrair e não para estresse-se.
E atenção: 
  • Ao sentir qualquer sintoma, como dor no peito ou mal estar, o torcedor deve buscar um serviço de emergência imediatamente, ligando para o 192 ou dirigindo-se a um hospital. Não dá para esperar o jogo acabar.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cigarro eletrônico - Parte 1: "o que eles vendem como liberdade, na verdade é prisão!"


ociedade Brasileira de Cardiologia


Texto de Márcio Gonçalves de Sousa, coordenador do Comitê de Controle do Tabagismo da Sociedade Brasileira de Cardiologia - extraído do encarte do Jornal da SBC 141 (Abril de 2014).

Atualmente fumar tem sido segregado de nossa sociedade com base na confirmação de estudos que revelam a forte ligação do cigarro com inúmeras doenças, como infarto, derrames, vários tipos de cânceres e até o diabetes. A indústria do cigarro escondeu desde o início que sabia que o produto gerava dependência e se omitiu em revelar tais achados.
Agora tem procurado outros artifícios para recrutar novos fumantes como peças de reposição, pois sabemos que metade irá morrer em consequência do tabagismo. Uma das alternativas é o cigarro eletrônico. É muito bonito e elegante, idealizado justamente para seduzir e iniciar a dependência em jovens e adolescentes. O aparelho funciona à bateria e pode ser carregado em tomadas ou até mesmo em computadores e tablets via USB. Tudo muito moderno e chamativo.

O cigarro eletrônico simula o cigarro comum, gera fumaça quando se traga, um vapor de água é produzido e um cartucho interno libera a nicotina. Estudos têm mostrado a presença de metais pesados nos aparelhos, como estanho e sílica, além de substâncias tóxicas encontradas em líquidos anticongelamento. Assim, não existem estudos de segurança que permitam o seu uso. O fumante estará inalando novas substâncias que não sabemos ser mais aceleradoras de outros tipos de cânceres. 

As campanhas atuais dos eletrônicos vendem a imagem de liberdade, pois com as leis de restrição ao consumo do cigarro comum em ambientes fechados, a proposta agora é a migração para o eletrônico. 

A Anvisa proibiu sua comercialização e no Brasil é considerado contrabando. Devemos entender que ele NÃO é recomendado para tratamento de tabagismo, ou seja, utilizá-lo não significa que o fumante trocará o cigarro comum e, após, suspenderá o tabagismo. Não temos grandes estudos que comprovem isso. 

O que a indústria do tabaco quer é que o cigarro eletrônico entre no mercado como iniciação de novos clientes. Eles usam o marketing poderoso pela visão da liberdade, fumando em aviões, bares e boates, como meio de torná-los dependentes e, finalmente, presos a uma doença de difícil tratamento. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Defenda-se contra a Dengue!

A dengue é extremamente debilitante, e ainda mais perigosa em idosos, crianças ou portadores de doenças crônicas, como o diabetes. É fundamental a orientação por serviços de saúde, que inclui hidratação vigorosa (2 a 3 litros de líquido por dia), não raro com necessidade de soro por via
 endovenosa.



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Vacina contra a Gripe 2014

A campanha de vacinação contra gripe será de 22 de abril até 09 de maio. A novidade este ano é a ampliação da faixa etária  para crianças de seis meses a menores de cinco anos. No ano passado, o público infantil foi de seis meses a menores de dois anos. O público-alvo também engloba pessoas com 60 anos ou mais, indígenas, presidiários, pacientes portadores de diversas doenças crônicas, incluindo o diabetes, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto,  e profissionais que trabalham nas unidades que oferecem a vacina. A vacina combate os vírus da gripe comum (H3N2 e B) e também o vírus influenza A (H1N1), da gripe suína.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cigarro aumenta o risco de diabetes?

Estudo sugere que o tabagismo não só é maléfico para quem tem diabetes mas, também, é mais um dos fatores para o desenvolvimento do diabetes.

Leia a matéria completa: http://goo.gl/1QGzG1

sábado, 2 de novembro de 2013

Novembro Azul, Parte 1 - pela Saúde do Homem!

Essa campanha é de todos, inclusive dos endocrinologistas! 
Você sabia que a obesidade aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata (entre outros) e está associada a maior mortalidade por este tipo de câncer?
Está na hora de prevenir! Consulte seu urologista, e não esqueça do endocrinologista!


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Vitamina D - já dosou a sua?

A vitamina D é é fundamental para a absorção do cálcio e para a formação óssea. Ela anda na moda, tanto na mídia como nos consultórios, devido à crescente importância dada à saúde óssea, e especialmente graças a pesquisas que a relacionam a proteção contra diabetes, doenças cardiovasculares, doenças auto-imunes e câncer,  além de efeitos antiinflamatórios e aumento da imunidade. Além disso, a dosagem dos níveis de vitamina D no sangue se popularizou nos últimos anos, permitindo o diagnóstico da sua deficiência, encontrada em cerca de 50% da população brasileira!
O Dr Marcelo Lima, endocrinologista do CEG, tira suas dúvidas sobre a vitamina D:

1) Quais as fontes de vitamina D? 
Você sabia que a vitamina D é, na verdade, um hormônio? Ele é fabricado na pele, por estímulo dos raios solares ultra-violeta (UVB), e depois ativado no fígado e nos rins. 
A matéria-prima é o colesterol, ou seu equivalente vegetal (ergosterol). Além disso, pequenas quantidades de vitamina D vem dos vegetais e de gorduras animais, como laticínios, gema de ovo, peixes, fígado... Entretanto, não há alimentos cujo maior consumo seja suficiente para repor a vitamina D.

2) Como pode haver deficiência de vitamina D num país tropical? 
Na vida moderna não há tempo para expor-se ao sol no dia-a-dia. E o uso de protetor solar, cada vez mais frequente, inclusive em cosméticos, impede a formação da vitamina D. Entre os idosos, a deficiência supera 70%, pois a pele diminui a capacidade de fabricar vitamina D e muitos nem saem de casa.

3) Mas se eu tomar sol sem protetor solar, não corro o risco de ter câncer de pele?
Para previnir a deficiência de vitamina D, bastam 10 a 20 min de sol, pelo menos 3x/semana, de bermuda e camiseta, sob o sol mais fraco, antes das 10h da manhã. Assim, é improvável desenvolver câncer de pele.

4) Estou protegido se tomar polivitamínicos e suplementos de cálcio+ vitamina D?
Não. As quantidades de vitamina D nesses produtos é (ou deveria ser) a mínima para manter  os níveis de vitamina D (400 a 800 UI/dia), mas não para corrigir uma deficiência.

5) Então, quais as doses recomendadas para corrigir a deficiência de vitamina D?
Para se  atingir níveis acima de 30 ng/ml (considerado o nível necessário pra manter a saúde óssea), é preciso ingerir 1500 a 2000 UI de vitamina D ao dia. Em caso de  tratamento da deficiência de Vitamina D, são necessárias doses diárias de 6.000 UI/dia até que sejam atingidos os niveis adequados ou doses semanais de 50.000UI, por 6 a 8 semanas. Entretanto, o tratamento deve ser individualizado e orientado por especialistas, entre os quais o endocrinologista.

6) Meu médico falou para eu tomar cuidado com a reposição de vitamina D, pois pode causar danos aos rins e calcificação dos vasos sanguíneos? Isso é verdade?
 As evidências atuais sugerem que a vitamina D é segura e pode proteger os rins e o sistema cardiovascular. A confusão ocorre pois o cálcio (e não a vitamina D), na forma de suplementos (como o carbonato de cálcio), pode facilitar a formação de pedras nos rins em algumas pessoas, e há uma controvérsia sobre um potencial risco de calcificação das artérias com o uso desses suplementos de cálcio. A vitamina D favorece a absorção do cálcio presente da alimentação, o que pode diminuir a necessidade de suplementos de cálcio. Em alguns casos, a vitamina D pode aumentar um pouco o cálcio na urina, o que pode ser monitorado pelo médico.

sábado, 26 de novembro de 2011

Drauzio Varella dá uma força contra o cigarro

Para alguns de meus pacientes pararem o cigarro, foi a lei antifumo que deu uma força. Para outros, foi o Dr Drauzio Varella.

Drauzio é um grande comunicador. Às vezes, basta uma frase para desencadear uma transformação interna. O "estalo" que fez uma paciente mudar veio de uma simples frase do Drauzio em seu quadro "Brasil sem Cigarro", no Fantástico, mais ou menos assim: "Você já fumou muitos cigarros na vida, não precisa fumar mais!"

É assim: os repetidos conselhos do seu médico são sementinhas, a lei antifumo é o adubo, mas não dá para prever quando ou de onde virá aquele "estalo" que fará uma delas brotar!

Senadores estendem a lei antifumo para todo o país

O Senado aprovou uma medida provisória que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país. Hoje, leis semelhantes já vigoram em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O fumo é incontestavelmente prejudicial à saúde pública e causa mais vício e danos que muitas drogas ilícitas. Porque então não é proibido? Por que é culturalmente aceito. Mas isso está mudando.
As leis antifumo são um instrumento para inibir a cultura tabagista. Apesar de parecer discriminatória, é aceita pela maioria dos fumantes, que desejam parar de fumar mas muitas vezes não conseguem se livrar do vício. Graças ao cerco ao fumo em ambiente público, muito mais pessoas conseguem concientizar-se e parar de fumar.
No Brasil, estima-se uma população fumante de 15% --em 1989 era de quase 35%.

Outras alterações foram aprovadas no Senado. Uma delas é a que prevê que, a partir de 2016, os maços de cigarros também tragam mensagens de advertência sobre os riscos do produto à saúde em 30% da parte frontal (hoje existe só na parte de trás). A proposta também prevê o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre o cigarro e a proibição de criar lugares exclusivos para fumantes (tabacarias). 
Por outro lado, a medida provisória também traz um retrocesso: a liberação da publicidade do cigarro em eventos - mas há forte pressão do Ministério da Saúde para que esta parte do texto seja vetada.

Proibir a comercialização do cigarro talvez não seja possível e estimularia seu tráfico, pois a fiscalização é falha. Para minimizar o impacto do cigarro na saúde pública, é preciso mudar a cultura - sem propaganda, mal visto em público, custando mais caro - e fornecer recursos para auxiliar a interrupção do tabagismo - através de campanhas de motivação e centros públicos de tratamento do vício.

domingo, 26 de junho de 2011

Em quanto tempo você corre 1,6 quilômetro?

(...) O exercício que se faz com 40 anos é relevante para o risco de doença cardíaca aos 80 anos. (...) O ritmo de corrida é uma medida de condicionamento que as pessoas podem entender facilmente e um bom ponto de partida para avaliar a forma física em geral. (...) Um homem de 50 anos que consegue correr 1.6 km em 8 minutos ou menos, ou uma mulher capaz de fazê-lo em 9 minutos, demonstra alto nível de condicionamento. Correr 1,6 km em nove minutos para o homem e 10,30 minutos para a mulher é sinal de condicionamento moderado; homens que não conseguem correr em menos de 10 minutos e mulheres em menos de 12 minutos caem na categoria de baixo condicionamento físico.
As categorias fazem uma grande diferença para o risco de problemas cardíacos (...): os sujeitos no grupo de alto condicionamento tinham um risco de vida de 10 %, comparado com 30 % para os do grupo de baixo condicionamento.
"(...)As estimativas de tempo de corrida são parâmetros fáceis para pacientes e médicos começarem a conversar sobre forma física." (...)

Saiba mais: Sociedade Brasileira de Diabetes