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quarta-feira, 4 de junho de 2014
Cigarro eletrônico - Parte 1: "o que eles vendem como liberdade, na verdade é prisão!"
ociedade Brasileira de Cardiologia
Agora tem procurado outros artifícios para recrutar novos
fumantes como peças de reposição, pois sabemos que metade irá morrer em
consequência do tabagismo. Uma das alternativas é o cigarro eletrônico. É muito
bonito e elegante, idealizado justamente para seduzir e iniciar a dependência
em jovens e adolescentes. O aparelho funciona à bateria e pode ser carregado em
tomadas ou até mesmo em computadores e tablets via USB. Tudo muito moderno e
chamativo.
O cigarro eletrônico simula o cigarro comum, gera fumaça
quando se traga, um vapor de água é produzido e um cartucho interno libera a
nicotina. Estudos têm mostrado a presença de metais pesados nos aparelhos, como
estanho e sílica, além de substâncias tóxicas encontradas em líquidos
anticongelamento. Assim, não existem estudos de segurança que permitam o
seu uso. O fumante estará inalando novas substâncias que não sabemos ser
mais aceleradoras de outros tipos de cânceres.
As campanhas atuais dos eletrônicos vendem a imagem de
liberdade, pois com as leis de restrição ao consumo do cigarro comum em
ambientes fechados, a proposta agora é a migração para o eletrônico.
A Anvisa proibiu sua comercialização e no Brasil é considerado
contrabando. Devemos entender que ele NÃO é recomendado
para tratamento de tabagismo, ou seja, utilizá-lo não significa que o
fumante trocará o cigarro comum e, após, suspenderá o tabagismo. Não temos
grandes estudos que comprovem isso.
O que a indústria do tabaco quer
é que o cigarro eletrônico entre no mercado como iniciação de
novos clientes. Eles usam o marketing poderoso pela visão da
liberdade, fumando em aviões, bares e boates, como meio de torná-los
dependentes e, finalmente, presos a uma doença de difícil tratamento.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Cigarro aumenta o risco de diabetes?
Estudo sugere que o tabagismo não só é maléfico para quem tem diabetes mas, também, é mais um dos fatores para o desenvolvimento do diabetes.
Leia a matéria completa: http://goo.gl/1QGzG1
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sábado, 26 de novembro de 2011
Drauzio Varella dá uma força contra o cigarro
Para alguns de meus pacientes pararem o cigarro, foi a lei antifumo que deu uma força. Para outros, foi o Dr Drauzio Varella.
Drauzio é um grande comunicador. Às vezes, basta uma frase para desencadear uma transformação interna. O "estalo" que fez uma paciente mudar veio de uma simples frase do Drauzio em seu quadro "Brasil sem Cigarro", no Fantástico, mais ou menos assim: "Você já fumou muitos cigarros na vida, não precisa fumar mais!"
É assim: os repetidos conselhos do seu médico são sementinhas, a lei antifumo é o adubo, mas não dá para prever quando ou de onde virá aquele "estalo" que fará uma delas brotar!
Drauzio é um grande comunicador. Às vezes, basta uma frase para desencadear uma transformação interna. O "estalo" que fez uma paciente mudar veio de uma simples frase do Drauzio em seu quadro "Brasil sem Cigarro", no Fantástico, mais ou menos assim: "Você já fumou muitos cigarros na vida, não precisa fumar mais!"
É assim: os repetidos conselhos do seu médico são sementinhas, a lei antifumo é o adubo, mas não dá para prever quando ou de onde virá aquele "estalo" que fará uma delas brotar!
Senadores estendem a lei antifumo para todo o país
O Senado aprovou uma medida provisória que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país. Hoje, leis semelhantes já vigoram em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
O fumo é incontestavelmente prejudicial à saúde pública e causa mais vício e danos que muitas drogas ilícitas. Porque então não é proibido? Por que é culturalmente aceito. Mas isso está mudando.
As leis antifumo são um instrumento para inibir a cultura tabagista. Apesar de parecer discriminatória, é aceita pela maioria dos fumantes, que desejam parar de fumar mas muitas vezes não conseguem se livrar do vício. Graças ao cerco ao fumo em ambiente público, muito mais pessoas conseguem concientizar-se e parar de fumar.
No Brasil, estima-se uma população fumante de 15% --em 1989 era de quase 35%.
Outras alterações foram aprovadas no Senado. Uma delas é a que prevê que, a partir de 2016, os maços de cigarros também tragam mensagens de advertência sobre os riscos do produto à saúde em 30% da parte frontal (hoje existe só na parte de trás). A proposta também prevê o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre o cigarro e a proibição de criar lugares exclusivos para fumantes (tabacarias).
Por outro lado, a medida provisória também traz um retrocesso: a liberação da publicidade do cigarro em eventos - mas há forte pressão do Ministério da Saúde para que esta parte do texto seja vetada.
Proibir a comercialização do cigarro talvez não seja possível e estimularia seu tráfico, pois a fiscalização é falha. Para minimizar o impacto do cigarro na saúde pública, é preciso mudar a cultura - sem propaganda, mal visto em público, custando mais caro - e fornecer recursos para auxiliar a interrupção do tabagismo - através de campanhas de motivação e centros públicos de tratamento do vício.
O fumo é incontestavelmente prejudicial à saúde pública e causa mais vício e danos que muitas drogas ilícitas. Porque então não é proibido? Por que é culturalmente aceito. Mas isso está mudando.
As leis antifumo são um instrumento para inibir a cultura tabagista. Apesar de parecer discriminatória, é aceita pela maioria dos fumantes, que desejam parar de fumar mas muitas vezes não conseguem se livrar do vício. Graças ao cerco ao fumo em ambiente público, muito mais pessoas conseguem concientizar-se e parar de fumar.
No Brasil, estima-se uma população fumante de 15% --em 1989 era de quase 35%.
Outras alterações foram aprovadas no Senado. Uma delas é a que prevê que, a partir de 2016, os maços de cigarros também tragam mensagens de advertência sobre os riscos do produto à saúde em 30% da parte frontal (hoje existe só na parte de trás). A proposta também prevê o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre o cigarro e a proibição de criar lugares exclusivos para fumantes (tabacarias).
Por outro lado, a medida provisória também traz um retrocesso: a liberação da publicidade do cigarro em eventos - mas há forte pressão do Ministério da Saúde para que esta parte do texto seja vetada.
Proibir a comercialização do cigarro talvez não seja possível e estimularia seu tráfico, pois a fiscalização é falha. Para minimizar o impacto do cigarro na saúde pública, é preciso mudar a cultura - sem propaganda, mal visto em público, custando mais caro - e fornecer recursos para auxiliar a interrupção do tabagismo - através de campanhas de motivação e centros públicos de tratamento do vício.
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