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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cigarro eletrônico - Parte 2: "anatomia de um novo vício"

Extraído de matéria da Revista ÉPOCA (05 de maio de 2014).

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Cigarro eletrônico - Parte 1: "o que eles vendem como liberdade, na verdade é prisão!"


ociedade Brasileira de Cardiologia


Texto de Márcio Gonçalves de Sousa, coordenador do Comitê de Controle do Tabagismo da Sociedade Brasileira de Cardiologia - extraído do encarte do Jornal da SBC 141 (Abril de 2014).

Atualmente fumar tem sido segregado de nossa sociedade com base na confirmação de estudos que revelam a forte ligação do cigarro com inúmeras doenças, como infarto, derrames, vários tipos de cânceres e até o diabetes. A indústria do cigarro escondeu desde o início que sabia que o produto gerava dependência e se omitiu em revelar tais achados.
Agora tem procurado outros artifícios para recrutar novos fumantes como peças de reposição, pois sabemos que metade irá morrer em consequência do tabagismo. Uma das alternativas é o cigarro eletrônico. É muito bonito e elegante, idealizado justamente para seduzir e iniciar a dependência em jovens e adolescentes. O aparelho funciona à bateria e pode ser carregado em tomadas ou até mesmo em computadores e tablets via USB. Tudo muito moderno e chamativo.

O cigarro eletrônico simula o cigarro comum, gera fumaça quando se traga, um vapor de água é produzido e um cartucho interno libera a nicotina. Estudos têm mostrado a presença de metais pesados nos aparelhos, como estanho e sílica, além de substâncias tóxicas encontradas em líquidos anticongelamento. Assim, não existem estudos de segurança que permitam o seu uso. O fumante estará inalando novas substâncias que não sabemos ser mais aceleradoras de outros tipos de cânceres. 

As campanhas atuais dos eletrônicos vendem a imagem de liberdade, pois com as leis de restrição ao consumo do cigarro comum em ambientes fechados, a proposta agora é a migração para o eletrônico. 

A Anvisa proibiu sua comercialização e no Brasil é considerado contrabando. Devemos entender que ele NÃO é recomendado para tratamento de tabagismo, ou seja, utilizá-lo não significa que o fumante trocará o cigarro comum e, após, suspenderá o tabagismo. Não temos grandes estudos que comprovem isso. 

O que a indústria do tabaco quer é que o cigarro eletrônico entre no mercado como iniciação de novos clientes. Eles usam o marketing poderoso pela visão da liberdade, fumando em aviões, bares e boates, como meio de torná-los dependentes e, finalmente, presos a uma doença de difícil tratamento. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cigarro aumenta o risco de diabetes?

Estudo sugere que o tabagismo não só é maléfico para quem tem diabetes mas, também, é mais um dos fatores para o desenvolvimento do diabetes.

Leia a matéria completa: http://goo.gl/1QGzG1

sábado, 26 de novembro de 2011

Drauzio Varella dá uma força contra o cigarro

Para alguns de meus pacientes pararem o cigarro, foi a lei antifumo que deu uma força. Para outros, foi o Dr Drauzio Varella.

Drauzio é um grande comunicador. Às vezes, basta uma frase para desencadear uma transformação interna. O "estalo" que fez uma paciente mudar veio de uma simples frase do Drauzio em seu quadro "Brasil sem Cigarro", no Fantástico, mais ou menos assim: "Você já fumou muitos cigarros na vida, não precisa fumar mais!"

É assim: os repetidos conselhos do seu médico são sementinhas, a lei antifumo é o adubo, mas não dá para prever quando ou de onde virá aquele "estalo" que fará uma delas brotar!

Senadores estendem a lei antifumo para todo o país

O Senado aprovou uma medida provisória que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país. Hoje, leis semelhantes já vigoram em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O fumo é incontestavelmente prejudicial à saúde pública e causa mais vício e danos que muitas drogas ilícitas. Porque então não é proibido? Por que é culturalmente aceito. Mas isso está mudando.
As leis antifumo são um instrumento para inibir a cultura tabagista. Apesar de parecer discriminatória, é aceita pela maioria dos fumantes, que desejam parar de fumar mas muitas vezes não conseguem se livrar do vício. Graças ao cerco ao fumo em ambiente público, muito mais pessoas conseguem concientizar-se e parar de fumar.
No Brasil, estima-se uma população fumante de 15% --em 1989 era de quase 35%.

Outras alterações foram aprovadas no Senado. Uma delas é a que prevê que, a partir de 2016, os maços de cigarros também tragam mensagens de advertência sobre os riscos do produto à saúde em 30% da parte frontal (hoje existe só na parte de trás). A proposta também prevê o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre o cigarro e a proibição de criar lugares exclusivos para fumantes (tabacarias). 
Por outro lado, a medida provisória também traz um retrocesso: a liberação da publicidade do cigarro em eventos - mas há forte pressão do Ministério da Saúde para que esta parte do texto seja vetada.

Proibir a comercialização do cigarro talvez não seja possível e estimularia seu tráfico, pois a fiscalização é falha. Para minimizar o impacto do cigarro na saúde pública, é preciso mudar a cultura - sem propaganda, mal visto em público, custando mais caro - e fornecer recursos para auxiliar a interrupção do tabagismo - através de campanhas de motivação e centros públicos de tratamento do vício.