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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Senado analisa liberação do uso de inibidores de apetite. Maioria dos internautas é favorável, segundo enquete

INIBIDORES DE APETITE - O Senado Federal analisa o projeto de decreto legislativo (PDS 52/2014), que libera o uso de inibidores de apetite anfetamínicos. A proposta, de autoria do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), susta a resolução RDC 52/2011 da Agência de Vigilância Sanitária – Anvisa, que dispõe sobre a proibição do uso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, e também trata de medidas de controle de prescrição e distribuição de medicamentos que contenham sibutramina. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril deste ano.
Em enquete realizada na segunda quinzena de maio, o DataSenado, em parceria com a Agência Senado, o internauta foi convidado a se posicionar sobre a seguinte pergunta: “Em 2011, a Anvisa restringiu a comercialização de inibidores de apetite no Brasil. Você é a favor ou contra o projeto que libera o uso desses medicamentos (PDS 52/2014)?”. A maioria, 62%, afirmou ser favorável à tal liberação.

A análise do projeto pelo Senado foi adiada por um pedido de vista coletiva e deve retornar à pauta na próxima reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A proposta é defendida pela maioria dos senadores, mas a base governista pediu mais tempo para analisá-la. O projeto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, é de autoria do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) e recebeu relatório favorável da senadora Lucia Vânia (PSDB-GO). Em sua avaliação, a Anvisa errou por fazer um decreto generalizado, com o intuito de evitar os abusos, sem ouvir os médicos.
Vários parlamentares se manifestaram lembrando que os inibidores de apetite são as únicas opções de pessoas que não podem esperar, por exemplo, por uma cirurgia bariátrica. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que, se não são ideais, os medicamentos são o que há de melhor em terapia farmacológica para tratamento da obesidade.
Ainda, foi considerada a possibilidade do surgimento de mercado ilegal desses remédios, o que causaria grandes danos à população.
- A proibição fecha a porta do tratamento e abre a porta para a morte. E a comunidade médica não foi consultada – lembrou ainda o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CCJ.

Fonte: Senado Federal

APOIO DAS SOCIEDADES MÉDICAS - A Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) sempre foi contra a suspensão da agência, destacando que, esses medicamentos, quando usados com o acompanhamento médico, são uma boa alternativa aos pacientes obesos.

Em entrevista à Thamires Andrade, do Portal Uol, a endocrinologista Maria Edna de Melo, diretora da Abeso, afirma que o problema não é o uso das substâncias, mas, sim, as doses exageradas que muitas pessoas tomavam sem qualquer tipo de acompanhamento. "Muitos compravam clandestinamente ou pegavam o remédio do amigo, pois a receita deles ficava retida nas farmácias exatamente para evitar o consumo desenfreado. Só que, ao invés de aumentar a fiscalização, a agência preferiu retirar a droga do mercado, o que afetou muito os pacientes com obesidade", avalia.

Ainda na reportagem do Uol, Maria Edna destaca que a opção aos endocrinologistas foi introduzir a sibutramina no tratamento. O problema é que não são todos os pacientes que respondem bem à medicação. "Muita gente voltou a ganhar peso, sem contar os que não podiam comprar os remédios mais caros, deixando o tratamento interrompido", relembra.

A endocrinologista lembrou que estudos provam que esses remédios, quando tomados na dose adequada e nos casos certos, não têm efeitos colaterais e auxiliam na mudança do comportamento alimentar. "Essa alteração não é fruto de ter força de vontade, mas são várias reações químicas cerebrais. Muita gente precisa do medicamento não só para comer pouco, mas para organizar essa nova rotina de alimentação. Cabe ao médico verificar se o paciente necessita disso e, em caso positivo, disponibilizar a dose adequada, pois não se sabe quando ele vai parar de tomar o remédio, já que a obesidade é uma doença crônica", ressaltou.

A Abeso também contesta a justificativa do presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, de que a suspensão dos inibidores de apetite atende a uma questão de saúde, em razão de risco de hipertensão pulmonar, hipertensão arterial e distúrbios psiquiátricos com o uso desses produtos. Tanto a Abeso quanto outras entidades médicas participaram de reuniões e colocaram todas as evidências disponíveis a favor dos remédios. "Eles foram irredutíveis, parecia que a proibição já estava decidida, pois não houve uma discussão científica sobre o tema", afirmou.

Leia matéria completa no UOL

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Obesidade sem fronteiras

O aumento da obesidade é fenômeno bem conhecido nas últimas décadas, que avança principalmente em países pobres e em desenvolvimento. Apesar do ritmo de expansão da obesidade ter diminuído nos países desenvolvidos (e em alguns em desenvolvimento, como o Brasil), o avanço entre as crianças é alarmante.
Um estudo recente mostra que "a obesidade é um problema que atinge todo mundo, não importando qual é sua renda ou o lugar onde se vive", resume Christopher Murray, diretor do Instituto de Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, que analisou dados sobre 188 países.  

Por muito tempo relegada aos países desenvolvidos, a epidemia de obesidade já atinge 2,1 bilhões de pessoas, quase 30% da população mundial - dos quais 62% estão nos países em desenvolvimento, segundo um estudo publicado na ultima semana (29/5).


Entre 1980 e 2013, a porcentagem de pessoas com sobrepeso ou obesidade passou de 28,8% para 36,9% nos homens e de 29,8% para 38% nas mulheres, segundo o estudo publicado na revista britânica The Lancet.

Prevalência de obesidade em homens a partir de 20 anos (2013)




Prevalência de obesidade em mulheres a partir de 20 anos (2013)


Mas o fenômeno ainda está longe de atingir os países da mesma forma: os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália são os campeões de obesidade entre as nações mais ricas do mundo: mais de 60% de seus habitantes maiores de 20 anos são obesos ou têm sobrepeso.


Nos países em desenvolvimento, se a obesidade continua uma condição excepcional em alguns países da África como Burkina Faso ou Chade, outras nações do Oriente Médio, América Latina ou Oceania já ultrapassaram os países ocidentais.

- Obesidade infantil em crescimento -


Não somente há mais pessoas em sobrepeso, como essa condição aparece cada vez mais cedo. Entre 1980 e 2013, o número de crianças ou adolescentes obesos ou em sobrepeso no mundo aumentou 50%.


A condição atinge atualmente 22% das meninas e 24% dos meninos nos países desenvolvidos, e cerca de 13% das crianças dos dois sexos nos países em desenvolvimento.


Veja o artigo original na Revista The Lancet.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O médico fora do peso

Interessante esta matéria (leia a seguir) sobre o preconceito em relação à obesidade, que é acentuado quando o medico é quem está acima do peso.
Os pacientes esperam que os médicos sejam bem apresentados, com boa saúde e sem vícios. Entretanto, os médicos também estão "(...) sujeitos às mesmas doenças que o resto da sociedade [inclusive a obesidade]. Perder peso é um problema extremamente difícil, é um desafio (...)."
O médico fora do peso - por Márcia Wirth
Publicada em 02 de junho de 2014 no Correio Popular (Campinas - SP).
Pacientes olham com desdém – secretamente ou não tão secretamente – para médicos que estão com sobrepeso ou obesos…  Sinceramente, não foi com surpresa que li os resultados do estudo The effect of physicians' body weight on patient attitudes: implications for physician selection, trust and adherence to medical advice publicado no International Journal of Obesity. As conclusões pungentes do estudo estão repercutindo, pois o excesso de peso cria nesses casos um entrave na relação médico-paciente.  Até pouco tempo atrás, era fácil para os médicos imaginarem que uma vez que colocassem o jaleco branco, estariam investidos de autoridade e os pacientes certamente ouviriam suas recomendações.Há muito me interesso pelo tema preconceito contra a obesidade e suas cruéis implicações psicológicas e sociais. E assim como as pessoas com excesso de peso são estigmatizadas em uma variedade de configurações pessoais e profissionais, os médicos com excesso de peso, segundo o estudo, são vistos como menos credíveis do que os médicos de "peso normal". Além disso, os pacientes são menos propensos a seguirem seus conselhos médicos.
Mas este estudo diz que o jaleco branco não blinda mais o médico! Este profissional precisa modificar a sua maneira de se comunicar, assumir que tem problemas para emagrecer e controlar o próprio peso, para que os pacientes possam se comunicar com ele de maneira verdadeira.
Muitas vezes, é preciso dar um tom confessional à consulta para não passar uma mensagem hipócrita: "eu também luto para perder peso e sei que é muito difícil. Médicos são seres humanos. Estamos sujeitos às mesmas doenças que o resto da sociedade. Perder peso é um problema extremamente difícil, é um desafio".
O preconceito contra as pessoas com excesso de peso é tão socialmente arraigado, que apesar de todo médico (teoricamente) ser capaz de tratar a obesidade, poucos são os que conseguem manter um diálogo franco sobre o tema com seus pacientes.
Por outro lado, é preciso compreender que os pacientes classificam os médicos com mais rigor: "se ele é um profissional de saúde não deveria estar lutando contra o aumento de peso", esse é um pensamento muito comum de muito pacientes.
Toda essa situação delicada dentro do consultório, essa rusga na relação médico-paciente, os resultados do estudo, o preconceito contra o obeso só reforça uma convicção antiga: os médicos precisam usar sua influência social para liderar um movimento social que encare o preconceito em relação às pessoas que estão acima do peso.
Essa história de comer menos, se exercitar mais e fornecer uma dieta pronta para todos não está funcionando. O médico precisa se certificar de que os pacientes compreendem perfeitamente os diversos fatores que contribuem para o excesso de peso, incluindo genética, composição dos alimentos, saciedade, dentre outros.
É preciso mudar o tom da conversa sobre a perda de peso para que o comportamento social em relação ao obeso – seja ele médico ou paciente – mude também.
Márcia Wirth – Jornalistapalestrante, consultora especializada em Health Care. Está à frente da MW-Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde

sexta-feira, 25 de abril de 2014

7 hambúrgueres que escondem bombas de gordura e sal - Exame.com

Hambúrguer Big Tasty, do McDonald’sDe vez em quando não faz mal (menos de 1 vez por mês...). Considerando as necessidades diárias de uma pessoa que não está em dieta para emagrecer, esses lanches chegam a ter metade das calorias de um dia, até 2 vezes a quantidade de gordura (da pior qualidade) e até quase 100% do sal permitido!

http://exame2.com.br/mobile/estilo-de-vida/noticias/7-hamburgueres-que-escondem-bomba-de-gordura-e-sal

terça-feira, 22 de abril de 2014

22 de Abril, DIA DA TERRA - A contaminação ambiental afeta também o sistema endócrino

A contaminação ambiental está 

Desreguladores endócrinos são substâncias que estão no meio ambiente e que interferem no sistema endócrino.

Esses desreguladores podem ser naturais ou sintéticos e essas substâncias se acumulam no meio ambiente e entram no nosso organismo por meio do ar, água, embalagens que acondicionam alimentos (principalmente compostos com plástico) e outros produtos usados no trabalho e em casa. Além disso, os desreguladores podem ter passagem pela placenta e pelo leite materno.

Alguns exemplos de desreguladores: fitoestrógenos, alguns pesticidas, ftalatos, metais pesados (arsênio, cádmio, mercúrio), medicamentos, bisfenol A (presente em certos tipos de plástico) e determinados produtos de beleza.

Estudos apontam esses desreguladores como fatores para o aumento da incidência de distúrbios endócrinos como a obesidade, o diabetes, doenças da tireóide, a precocidade sexual, a infertilidade e até mesmo as alterações do comportamento e outras doenças sem causas conhecidas.


domingo, 13 de abril de 2014

Em paz com o Coelhinho: escolha seu Ovo de Páscoa


Estudos científicos indicam que chocolate faz bem, mas são necessários dois ingredientes: CACAU e MODERAÇÃO.
O cacau é o que confere as propriedades benéficas ao chocolate, graças a antioxidantes, como os flavonóides, que protegem contra doenças cardiovasculares, entre outras, e substâncias que estimulam o cérebro e dão a sensação de bem-estar. O que muita gente não sabe é que só 30% do chocolate ao leite é cacau. Por isso, o ideal são os chocolates amargos, que são pelo menos 70% cacau, ou meio-amargos (cerca de 50% cacau). Já o chocolate branco nem contém cacau (!) e tem mais gordura e açúcar e mais calorias.
Todo chocolate é bastante calórico, portanto é importante ter moderação.  Considera-se saudável o consumo de até 30g de chocolate por dia - de preferência, amargo ou meio-amargo.  Para acertar nesta Páscoa, prefira chocolates com mais cacau, sem recheios trufados ou cremosos, que acrescentam calorias. Há ainda opções diet (sem açúcar), indicados para quem tem diabetes, e outros para quem tem outras necessidades de restrição, por exemplo, sem lactose ou sem glúten. Essas alternativas exigem moderação, pois são também calóricas. 
Para evitar o exagero, abra um só ovo por vez e divida-o em pedaços pequenos, limitando o consumo diário. E deixe os outros ovos fora de vista, para evitar a tentação de querer experimentar todos de uma vez.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cigarro aumenta o risco de diabetes?

Estudo sugere que o tabagismo não só é maléfico para quem tem diabetes mas, também, é mais um dos fatores para o desenvolvimento do diabetes.

Leia a matéria completa: http://goo.gl/1QGzG1

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Calorias de Natal: o Panetone

Fim de ano é época de entrar em forma e cuidar da saúde para o novo ano. A Ceia de Natal não costuma ser problema na dieta. Entretanto, o panetone é um dos alimentos mais calóricos da ceia. A dica é consumir o panetone com moderação. Uma fatia é o bastante. Um erro comum é consumir mais fatias só porque se optou pelo diet ou light; apesar da redução de 25 a 30% as calorias, continuam engordativos. Os panetones diet são indicados para quem tem diabetes, pois levam doçante em vez do açúcar.
Outra dica: evite panetones com recheios (trufa, mousse, brigadeiro, doce de leite), que acrescentam calorias saborosas, mas desnecessárias, à sobremesa tradicional. 
Na hora de escolher o seu panetone, o ideal é consultar o rótulo de cada produto.

Valor calórico médio de 1 fatia média de panetone (80g):

- Tradicional: 300 calorias

- Com recheios: 380 calorias

- Light: 215 calorias

- Diet: 190 calorias

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Medicamentos para emagrecer não são fórmulas mágicas

Como explicou um programa de TV esta semana, o emagrecimento depende de mudanças de hábitos de alimentação e de atividade física e, em alguns casos, medicamentos auxiliam esse processo. Existem contra-indicações e efeitos colaterais, como em qualquer tratamento, por isso o acompanhamento de um endocrinologista é fundamental.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Jornal Nacional - Exames revelam riscos de remédios para emagrecer vendidos na internet

Não faltam promessas de remédios 100% naturais para emagrecer. Entretanto, não se espera um tem efeito significativo ou duradouro sobre o peso, por mais que tenham outras propriedades saudáveis. Muito cuidado com remédios "naturais" que provocam expressiva perda de peso: se você está então tomando um remedinho desse tipo, saiba que você está correndo risco. Muito risco.

Testes feitos em um laboratório, em São Paulo, conveniado à USP, revelaram qual é a verdadeira composição de muitos produtos. É assustador!

"Muitos remédios ditos naturais contém substancias medicamentosas ou alopáticas. Eles podem ter cafeína, podem ter anfetamina, efedrina e outras substancias extremamente poderosas para inibir o apetite ou aumentar o metabolismo. Alguns têm até hormônios", alerta Antony Wong, médico toxicologista.


sábado, 2 de novembro de 2013

Novembro Azul, Parte 1 - pela Saúde do Homem!

Essa campanha é de todos, inclusive dos endocrinologistas! 
Você sabia que a obesidade aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata (entre outros) e está associada a maior mortalidade por este tipo de câncer?
Está na hora de prevenir! Consulte seu urologista, e não esqueça do endocrinologista!


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Termogênicos - para quê?

Termogênicos prometem "queimar a gordura corporal". A promessa é tentadora, mas porque não fazem parte da prescrição médica contra a obesidade?
Geralmente estes compostos contém estimulantes, que ativam o cérebro e aceleram o sistema cardiovascular, dando a falsa sensação de aumentar o metabolismo. Segundo o Dr Marcelo Lima, endocrinologista do CEG, se existe alguma "queima de gordura", não é significativa, e pode haver risco cardíaco e de dependência. Grande parte dos termogênicos é importada sem autorização e não tem registro na Vigilância Sanitária. Alguns contém substâncias proibidas, muitas vezes que não aparecem no rótulo. Alguns dos termogênicos mais conhecidos contém, por exemplo, DMAA, um estimulante banido em vários países. A efedrina é outro estimulante frequente em termogênicos e que tem efeitos adversos no coração. Esses produtos podem conter até mesmo drogas emagrecedoras escondidas, algumas proibidas, e até anabolizantes esteróides. O uso concomitante com medicamentos contra a obesidade confere um risco ainda maior. "Contra-indico o uso de termogênicos em geral, pois é difícil ter certeza sobre o que contém cada produto", aconselha o Dr Marcelo Lima.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Comida que parece, mas não é!

Você gosta de chocolate? Mas quanto desse doce é mesmo "chocolate"? E o pão integral, será 100% integral?
Descubra, na reportagem abaixo, se esses e outros alimentos são o que você pensa que é!


Ah, faltou falar nos "sucos de fruta"... Alguns refrescos são "xaropes", mais artificiais do que naturais, apesar de alguns conterem um pouco de suco de fruta. Os sucos de caixinha, por sua vez, em geral são néctares, ou seja, um suco diluído e com bastante açúcar. O melhor mesmo é consumir a fruta in natura, ou pelo menos o suco natural ou em polpa!

Light ou Diet?

As nutricionistas do CEG, Carla Coghi e Beatriz Focesi, esclarecem: alimentos diet são aqueles livres de algum nutriente (por isso, também são chamados de "zero"), que na maioria das vezes é o açúcar, ou seja, são próprios para diabéticos. Nem sempre são light, ou seja, não significa que sejam indicados para perder peso, pois podem ter tantas calorias quanto os não-dietéticos (ex.: chocolate e sorvete diet). Já os produtos light têm menos calorias e em geral menos gorduras que o alimento comum. Porém não são necessariamente pouco calóricos, portanto as quantidades devem ser controladas. "Não adianta comprar light ou diet e consumir em excesso", afirma o Dr Marcelo Lima, endocrinologista do CEG.

sábado, 21 de julho de 2012

Enfim, aprovadas novas drogas contra a obesidade

Duas novas drogas contra obesidade foram aprovadas nos EUA, nas últimas semanas: a Lorcaserina (BELVIQ®, Arena Pharmaceuticals) e a combinação Fentermina + Topiramato (QSYMIA® - inicialmente QNEXA -, Vivus), ambas inibidores do apetite.
Desde 1999 não havia qualquer nova aprovação de drogas contra obesidade pelo FDA (agência americana reguladora de medicamentos). Havia grande expectativa em relação a essas aprovações, pois, conforme eu escrevi neste blog há 2 anos, a agência as havia rejeitado, alegando a necessidade de mais informações sobre segurança. Após a proibição da sibutramina nos EUA em 2011, as únicas drogas disponíveis naquele país eram o orlistate e a fentermina. No Brasil, desde a proibição de femproporex, anfepramona e mazindol, temos somente o orlistate e, por enquanto, a sibutramina.


COMO ESSAS DROGAS AGEM?

A Lorcaserina é efetivamente uma droga nova, que funciona no sistema nervoso central como agonista ("ativador") dos receptores de serotonina 2C. No passado, agonistas de outro tipo de receptor de serotonina (2B) foram muito populares (Fenfluramina e Dexfenfluramina), porém foram proibidos em 1997 por estarem associados a lesões nas valvas cardíacas. Os estudos com a Lorcaserina não demonstraram risco cardíaco.

Já o Qsymia é uma nova formulação, de liberação prolongada, que combina drogas já comercializadas individualmente, a Fentermina e o Topiramato. A Fentermina é um clássico inibidor do apetite, estimulando a liberação de noradrenalina, enquanto o Topiramato é um medicamento para convulsões e enxaqueca que vinha sendo usado também para transtornos de compulsão alimentar. 



AS NOVAS DROGAS SÃO REALMENTE EFICAZES? 
QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS?

Os resultados do Qsymia são bastante promissores. A perda de peso em média foi de cerca de 10%, com até 70% perdendo >5% do peso e até 50% perdendo >10% do peso., inclusive em pessoas com obesidade moderada a grave. Entretanto, os efeitos colaterais são frequentes (principalmente boca seca, constipação, insônia, perda do paladar e formigamentos) e muitos pacientes podem não tolerar, especialmente nos casos de perda de memória e sintomas depressivos.


O emagrecimento com Belviq é em média menor (parecido com sibutramina ou orlistate, em torno de 5%...), o que significa que alguns emagrecerão bastante enquanto muitos serão frustrados (menos de 50% perdem >5% do peso mas só 20% perdem >10% do peso)... Em compensação, o medicamento é melhor tolerado, com menos efeitos colaterais (dor de cabeça, náuseas, tontura).

A resposta a um tratamento anti-obesidade varia entre os indivíduos, e não há droga perfeita. Nas palavras do Arya Sharma (MD, PhD), pesquisador da Universidade de Alberta, Canadá: 
"If this drug makes it to market and proves to be safe, that's one step. I don't think there will be one drug that is effective and safe for everybody. We have about 100 different compounds for treating hypertension and 20 different compounds for treating diabetes. That's what it will probably take for obesity. We'll need more than 1 drug — we'll need 5, 10, 20 different drugs, and they'll all have to be tested to see which works best in whom and which has the best side-effect profile."
As empresas de ambos os produtos estão de olho em pacientes com diabetes, e ambos tem mostrado melhora no controle da glicemia junto com a perda de peso, tanto com Belviq como com Qsymia, inclusive com a possibilidade de remissão de diabetes em até dos 15% dos casos (diga-se, de passagem, eram casos de doença menos acentuada, em uso prévio apenas de medicação oral).


Um efeito positivo inegável é o aumento do valor das ações das companhias... Apostar em drogas anti-obesidade é bastante tentador, mas muito arriscado... Que vão vender, não há dúvida, mas nunca se sabe que sombras, fantasmas e efeitos colaterais aparecerão no futuro.



QUANDO AS NOVAS DROGAS ESTARÃO DISPONÍVEIS?

Nos EUA, o Qsymia está previsto para o segundo semestre de 2012 e o Belviq, para o início de 2013, ambos com venda rigorosamente controlada. Não há previsão de aprovação no Brasil.
Como a fentermina e o topiramato estão disponíveis individualmente, muitos médicos americanos já os combinam para tratar obesidade. 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A lição da inquietude dos bebês que mamam no peito

Uma pesquisa mostrou que bebês de 3 meses em aleitamento materno são mais inquietos. O que parece um mal sinal deve ser encarado como algo natural: esses bebês simplesmente estariam buscando aconchego.
Já aqueles em mamadeira são mais calmos, possivelmente pelo conforto de quem já conseguiu mais alimento do que deveria.
Importante: bebês que mamam no peito tem menor chance de desenvolver obesidade.
Esses bebês inquietos tem uma lição para nós: se você ingere os alimentos certos, terminar as refeições antes de ficar satisfeito e sair com um pouquinho de fome (ou vontade...) não tem nada de mais e deveria ser aceito com naturalidade!
Conforto demais pode fazer mal para a saúde. Em geral, gordos ou magros, comemos mais do que precisamos, o que nos dá conforto mas nos predispõe ao excesso de peso. Uma vez que você já conseguiu um nível de conforto (com mais comida do que deveria), ao longo da vida, é mais difícil convencê-lo(a) a aceitar menos... O que seria natural é percebido negativamente como privação de conforto, de prazer.
Lembre-se desta lição:

SE UM BEBÊ DE 3 MESES CONSEGUE, VOCÊ TAMBÉM PODE PODE!

domingo, 27 de novembro de 2011

Americanos são gordos, europeus são magros, certo? Foi-se o tempo...

Os níveis de obesidade entre homens e mulheres adultos na União Europeia aumentaram três vezes em um ano e está praticamente lado a lado com os dos Estados Unidos, indica uma pesquisa publicada nesta quinta-feira pelo escritório de estatística comunitária Eurostat.

A proporção de mulheres obesas adultas na UE passou de 8% em 2008 para 23,9% em 2009. A de homens subiu de 7,6% para 24,7%.

No mesmo ano nos EUA, a quantia foi de 26,8% para as mulheres e de 27,6% para os homens.

Romênia, Itália e Bulgária são os países com as menores taxas de sobrepeso (abaixo de 12%) enquanto os maiores índices estão na Letônia, Estônia, Malta e Reino Unido.

Fonte: FOLHA

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Até adolescentes com peso normal podem ter excesso de gordura corporal

O Correio Popular publicou hoje uma matéria sobre as pesquisas sobre Obesidade do Departamento de Pediatria da UNICAMP.
Em destaque, a pesquisa da nutricionista Helen Rose Camargo Pereira em escolas municipais de Paulínia (SP) mostrou que os adolescentes subestimam seu consumo de calorias. Tanto aqueles com excesso de peso como os que tem peso normal apresentam excesso de gordura corporal e acumulam um excedente de energia entre 150 e 250 calorias por dia, principalmente pelo consumo exagerado de gorduras e pouca atividade física.
Leia mais sobre esta e outras pesquisas no :: JORNAL DA UNICAMP ::

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Chiclete para emagrecer?

Depois da goma de nicotina para combater o tabagismo, vem aí o chiclete para emagrecer!

Cientistas da Universidade de Syracusa (EUA) estudam uma goma que contém o hormônio PYY, inibidor de apetite. Este hormônio é produzido naturalmente no intestino após uma refeição e uma de suas funções é dar saciedade. E uma das várias disfunções encontradas em pessoas obesas é a baixa capacidade de secretar o PYY.
Eles já conseguiram que o PYY fosse absorvido e chegasse à corrente sanguínea. O próximo passo é ver isso realmente vai dar certo!