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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Respire insulina! FDA aprova AFREZZA – a nova insulina inalável

DIABETES - Recentemente falei, neste blog, sobre as novidades no tratamento do diabetes para 2014. Um delas é a AFREZZA, insulina inalável que foi aprovada pelo FDA (agência regulatória americana) na última semana para o mercado americano (ainda sem data para chegar ao Brasil).

Trata-se de uma insulina humana em pó para administração por via inalatória. Sua ação ultrarrápida equivale à das insulinas injetáveis ultrarrápidas existentes no mercado, como a Humalog, Apidra ou Novorapid. Ela deve ser inalada antes das refeições, através de um dispositivo semelhante aos usados no tratamento da asma. Seu uso não dispensa o tratamento concomitante de uma insulina injetável de longa ação.

Nos estudos clínicos pré-lançamento mostrou-se segura e bem tolerada, porém a segurança em longo prazo depende da observação. Os efeitos colaterais mais comuns foram tosse (25%), irritação a garganta (5,5%) e dor de cabeça (4,7%). É contraindicada em pacientes doenças pulmonares crônicas como enfizema, asma e bronquite, mas há estudos em andamento com o objetivo de verificar sua segurança em portadores dessas condições. Obviamente não deve ser usada por pessoas fumantes.

Por questões de segurança seu uso é somente indicado para maiores de 18 anos. Os estudos em crianças estão sendo conduzidos e esperamos sua liberação para crianças nos próximos anos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes - FDA aprova AFREZZA – Nova insulina inalável

Conheça o site do fabricante: MannKind Corp.

sábado, 19 de novembro de 2011

Lançamento nos EUA: bomba de insulina mais fina e tela sensível ao toque

Em breve os americanos com diabetes tipo 1 terão uma nova opção de bomba de insulina, a "t:slim", da empresa Tandem Diabetes Care.


Em comparação a outras marcas, ela é menor (do tamanho de um cartão de crédito) e mais fininha, e possui uma tela colorida sensível ao toque ("touchscreen"), facilitando os comandos.
Além disso, tem bateria recarregável, mais "ecologicamente correta" e conexão USB.

Nos EUA, cerca de 20 a 30% das 1,5 milhão de pessoas que tem diabetes tipo 1 usam algum modelo de bomba de insulina, o que comprovadamente permite melhor controle de glicemia e mais qualidade de vida
No Brasil, o seu custo impossibilita o acesso a esta tecnologia à grande maioria das pessoas.
A Sociedade Brasileira de Diabetes publicou um Posicionamento sobre bombas de insulina em 2007, com uma excelente discussão sobre as vantagens, desvantagens, indicações e diversos outroas aspectos de sua utilização.

Atualmente, o Brasil dispõe somente de bombas de insulina da Roche e da Medtronic. (Obs.: ainda existe na internet a propaganda de outras marcas que não tem registro na Agência de Vigilância Sanitária, apesar de ter sido proibida qualquer divulgação no início deste ano). Nos EUA, além destas e da nova t:slim, há pelo menos três outras marcas (veja a lista comparativa). Infelizmente, adquirir aparelhos no exterior, como a nova t:slim ou a bomba da Johnson, por exemplo, é inviável, pela falta de assistência e de suprimentos no Brasil.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Nova Bomba de Insulina Promete Inovações Tecnológicas

A Roche está lançando no mercado brasileiro uma nova bomba de insulina ou SIC (Sistema de infusão de insulina).

Accu-Chek Combo é o nome mundial e a inovação é o acoplamento do monitor de glicemia (No Brasil o Accu-Chek Performa) com um controle remoto, que controla todas as funções da bomba (semelhante a atual Spirit). Neste "monitor-controle remoto", o paciente faz sua glicemia capilar normalmente e daí é que começam as novidades. A transferência de informações entre o controle remoto e a bomba é total e realizada pela tecnologia Bluetooth aumentando muito a segurança.

Aprovada a primeira caneta-adesivo (patch-pen) para aplicação de insulina

Finesse é o nome deste novo dispositivo super simples para aplicar insulina em "bolus", produzido pela Calibra Medical. Ele não apresenta nenhuma parte eletrônica, o que faz seu uso mais fácil. O aparelho serve somente para "bolus" de insulina ultra-rápida, que serve para cobrir refeições e para correções de glicemia - e não para insulinas de ação basal.

O design é muito fino, e fica invisível na maioria das roupas, e é colado à pele através de partes adesivas resistentes à água.
Para aplicar 1 unidade de insulina, é só clicar nos botões laterais, e pelo próprio tato e som, a pessoa sabe quantas unidades foram aplicadas. Dependendo do modelo, cada click no botão pode ser de 1 ou 2 unidades e eles estão pensando em desenvolver um modelo onde cada click será 5 unidades e outro com 0,5 unidades. Para garantir a segurança é necessário apertar conjuntamente os 2 botões de cada lado ao mesmo tempo. 

A insulina é infundida através de um tubo fino inserido no subcutâneo. Utiliza Agulhas 27G para inserção, mas os fabricantes prometem para breves agulhas menores. O reservatório, com capacidade para 200 unidades, é preenchido com uma seringa que vem junto, numa janela que fica no dorso do dispositivo. O dispositivo deve ser trocado a cada 2 a 3 dias.

O Finesse ainda não está disponível para comercialização e sem data para isso, sem informação sobre preços. 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Celular e web ajudam a tratar crianças diabéticas à distância

Leia no site da Sociedade Braslieira de Diabetes sobre este projeto de assistência a crianças carentes com diabetes tipo 1, conduzido pela ONG Pró-Crianças e Jovens Diabéticos, em parceria com profissionais da UNICAMP.


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pâncreas Artificial - últimos avanços

Um artigo publicado na revista Lancet hoje mostrou eficácia de um software que integra um monitor contínuo de glicemia (um sensor com um catéter no subcutâneo) a uma bomba de infusão de insulina em crianças com diabetes tipo 1.
O software ajusta automaticamente a infusão de insulina conforme as medições de glicemia, usando uma tecnologia que é compatível com os aparelhos atuais.
O sistema manteve 80% das glicemias noturnas dentro do alvo, evitando hipoglicemias.
Os resultados não podem ser extrapolados para as oscilações do dia-a-dia, em resposta às refeições, mas dá esperança de que um dia esta capacidade seja alcançada.
Leia as noticias: Medscape, NY Times.
Saiba mais sobre o Artificial Pancreas Project.