O governo britânico pretende estender a possibilidade de cirurgia bariátrica a pacientes portadores de diabetes tipo 2 com obesidade leve, ou seja, com índice de massa corporal (IMC) entre 30 e 35 (1). quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Governo britânico amplia oferta de cirurgia bariátrica a diabéticos com obesidade leve
O governo britânico pretende estender a possibilidade de cirurgia bariátrica a pacientes portadores de diabetes tipo 2 com obesidade leve, ou seja, com índice de massa corporal (IMC) entre 30 e 35 (1). quinta-feira, 26 de junho de 2014
Senado analisa liberação do uso de inibidores de apetite. Maioria dos internautas é favorável, segundo enquete
Em enquete realizada na segunda quinzena de maio, o DataSenado, em parceria com a Agência Senado, o internauta foi convidado a se posicionar sobre a seguinte pergunta: “Em 2011, a Anvisa restringiu a comercialização de inibidores de apetite no Brasil. Você é a favor ou contra o projeto que libera o uso desses medicamentos (PDS 52/2014)?”. A maioria, 62%, afirmou ser favorável à tal liberação.
A análise do projeto pelo Senado foi adiada por um pedido de vista coletiva e deve retornar à pauta na próxima reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
A proposta é defendida pela maioria dos senadores, mas a base governista pediu mais tempo para analisá-la. O projeto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, é de autoria do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) e recebeu relatório favorável da senadora Lucia Vânia (PSDB-GO). Em sua avaliação, a Anvisa errou por fazer um decreto generalizado, com o intuito de evitar os abusos, sem ouvir os médicos.
Vários parlamentares se manifestaram lembrando que os inibidores de apetite são as únicas opções de pessoas que não podem esperar, por exemplo, por uma cirurgia bariátrica. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que, se não são ideais, os medicamentos são o que há de melhor em terapia farmacológica para tratamento da obesidade.
- A proibição fecha a porta do tratamento e abre a porta para a morte. E a comunidade médica não foi consultada – lembrou ainda o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CCJ.
APOIO DAS SOCIEDADES MÉDICAS - A Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) sempre foi contra a suspensão da agência, destacando que, esses medicamentos, quando usados com o acompanhamento médico, são uma boa alternativa aos pacientes obesos.
Em entrevista à Thamires Andrade, do Portal Uol, a endocrinologista Maria Edna de Melo, diretora da Abeso, afirma que o problema não é o uso das substâncias, mas, sim, as doses exageradas que muitas pessoas tomavam sem qualquer tipo de acompanhamento. "Muitos compravam clandestinamente ou pegavam o remédio do amigo, pois a receita deles ficava retida nas farmácias exatamente para evitar o consumo desenfreado. Só que, ao invés de aumentar a fiscalização, a agência preferiu retirar a droga do mercado, o que afetou muito os pacientes com obesidade", avalia.
Ainda na reportagem do Uol, Maria Edna destaca que a opção aos endocrinologistas foi introduzir a sibutramina no tratamento. O problema é que não são todos os pacientes que respondem bem à medicação. "Muita gente voltou a ganhar peso, sem contar os que não podiam comprar os remédios mais caros, deixando o tratamento interrompido", relembra.
A endocrinologista lembrou que estudos provam que esses remédios, quando tomados na dose adequada e nos casos certos, não têm efeitos colaterais e auxiliam na mudança do comportamento alimentar. "Essa alteração não é fruto de ter força de vontade, mas são várias reações químicas cerebrais. Muita gente precisa do medicamento não só para comer pouco, mas para organizar essa nova rotina de alimentação. Cabe ao médico verificar se o paciente necessita disso e, em caso positivo, disponibilizar a dose adequada, pois não se sabe quando ele vai parar de tomar o remédio, já que a obesidade é uma doença crônica", ressaltou.
A Abeso também contesta a justificativa do presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, de que a suspensão dos inibidores de apetite atende a uma questão de saúde, em razão de risco de hipertensão pulmonar, hipertensão arterial e distúrbios psiquiátricos com o uso desses produtos. Tanto a Abeso quanto outras entidades médicas participaram de reuniões e colocaram todas as evidências disponíveis a favor dos remédios. "Eles foram irredutíveis, parecia que a proibição já estava decidida, pois não houve uma discussão científica sobre o tema", afirmou.
Leia matéria completa no UOL
domingo, 8 de junho de 2014
Dia Mundial do Meio Ambiente e a saúde cardiovascular
A poluição do ar mata mais de 2 milhões de pessoas por ano. A mortalidade prematura associada à má qualidade do ar tende a se tornar o maior desafio ambiental do mundo, até mesmo superior ao de água e saneamento.
O trânsito mata - do coração
Os principais responsáveis por essas emissões são a indústria e o trânsito. Diversos estudos mostram que a tanto a poluição do ar como a poluição sonora e o estresse causados pelo trânsito favorecem a ocorrência de doenças cardiovasculares.
Leia, a seguir, uma perspectiva nacional do impacto do trânsito na saúde cardiovascular, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Congestionamentos aumentam poluição que mata sete mil pessoas em São Paulo por ano
Da década de 1990 até 2006, a poluição foi cedendo em São Paulo, principalmente porque o material particulado (poeira) das fábricas se reduziu, mas, a partir de então, o aumento dos congestionamentos e o crescimento da frota de veículos fez que a poluição veicular fosse se agravando. Ela chegou a tal ponto que hoje sete mil pessoas morrem a cada ano em decorrência de doenças desencadeadas pela poluição, na Região Metropolitana, enquanto a cidade de São Paulo, sozinha, perde quatro mil vidas.
A informação é do professor de Patologia da USP e coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Ambiental Paulo Saldiva. Ele conta que as dificuldades de trânsito e o aumento do preço dos imóveis “desindustrializaram” a cidade, com a transferência de milhares de fábricas para cidades próximas, o que melhorou a qualidade do ar.
Igualmente, a obrigatoriedade da venda de combustível com menos enxofre e a melhoria da qualidade dos catalizadores foram fatores positivos. Mas essas boas notícias foram ultrapassadas pelo efeito nefasto do aumento da frota e dos congestionamentos que fazem que cada veículo fique de motor ligado pelo menos mais uma hora por dia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovou que um em cinco casos de doença cardiovascular tem como causa a poluição de ar. A USP confirmou em testes com taxistas e agentes de trânsito que o fato de trabalharem na rua aumenta a pressão arterial e torna o sangue mais coagulável, o que leva ao incremento do risco de um problema vascular.
O que se pode fazer
Os cientistas dizem que a únicas medidas efetivamente eficientes para reduzir a poluição do ar seriam melhorar o transporte coletivo de baixa emissão e dificultar o uso do veículo individual. Como essas medidas são altamente impopulares, Saldiva acredita que ainda vai demorar para serem adotadas.
O que é possível fazer por enquanto é melhorar a alimentação como mecanismo de proteção:
• Aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes.
• Quando no automóvel, manter vidros fechados e ar condicionado ligado.
• Privilegiar o trabalho em casa, em vez de ir à fábrica ou ao escritório.
O Dia Mundial do Meio Ambiente está aí, 5 de junho, um bom motivo para mudança de hábitos. Conheça a seguir quais são os impactos da poluição no coração:
Os quatro efeitos
O professor Saldiva lista os efeitos nocivos da poluição:
1. A exposição ao ar de São Paulo ao longo do dia (nas ruas) aumenta a pressão diastólica em 15 mm de mercúrio. Não é muito problema para quem tem 12 x 8, mas o risco dos hipertensos aumenta muito.
2. De forma subclínica, os fatores de coagulação se exacerbam, aumentando o risco de uma trombose ou de um AVC.
3. A poluição é arritmogênica; quem tem marca-passo, desfibrilador implantado ou tendência a arritmia pode ter uma crise de arritmia em decorrência da estimulação dos receptores vagais no pulmão.
4. A poluição do ar reduz a capacidade de vasodilatação, isto é, quando o organismo tenta aumentar o diâmetro dos vasos sanguíneos a reação não é tão eficaz como em uma pessoa que respira ar puro.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Cigarro eletrônico - Parte 1: "o que eles vendem como liberdade, na verdade é prisão!"
ociedade Brasileira de Cardiologia
Obesidade sem fronteiras
Um estudo recente mostra que "a obesidade é um problema que atinge todo mundo, não importando qual é sua renda ou o lugar onde se vive", resume Christopher Murray, diretor do Instituto de Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, que analisou dados sobre 188 países.
terça-feira, 3 de junho de 2014
O médico fora do peso
quarta-feira, 14 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Ministério da Saúde prorroga campanha de vacinação contra a gripe
quarta-feira, 30 de abril de 2014
O animal mais mortal do mundo
Entre as doenças causadas por mosquitos, a malária é a que mais mata. Só em 2012, foram mais de 620 mil mortes e cerca de 207 milhões de casos. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).No mapa abaixo com dados da OMS, quanto mais escura é a área, maior é a quantidade de casos de malária ali registrados.
Outra doença causada por mosquitos é a dengue. Presente em cerca de 100 países, a dengue infecta de 50 milhões a 100 milhões de pessoas por ano - segundo levantamento da OMS.
No mapa a seguir, os pontos vermelhos no mapa sinalizam os casos de dengue registrados ao redor do mundo nos últimos três meses.
Assista o vídeo apresentado na Mosquito Week (em inglês):
Fonte: Revista Exame
terça-feira, 29 de abril de 2014
União terá de fornecer análogo de insulina a diabéticos em todo o País
Veja abaixo os análogos de insulina que poderão entrar nos protocolos:
- Insulinas de longa duração: detemir (Levemir) e glargina (Lantus)
- Insulinas de curta duração, ultra-rápidas: aspart (Novorapid), glulisina (Apidra) e lispro (Humalog).
Para mais informações, assista ao vídeo no canal do CNJ no YouTube:
Campinas ultrapassa 17 mil casos de dengue em 2014
Entre moradores de Campinas, quatro casos de morte seguem em investigação. Dois casos foram descartados e uma morte foi registrada (a mesma já divulgada anteriormente).
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Campinas.
terça-feira, 22 de abril de 2014
22 de Abril, DIA DA TERRA - A contaminação ambiental afeta também o sistema endócrino
Esses desreguladores podem ser naturais ou sintéticos e essas substâncias se acumulam no meio ambiente e entram no nosso organismo por meio do ar, água, embalagens que acondicionam alimentos (principalmente compostos com plástico) e outros produtos usados no trabalho e em casa. Além disso, os desreguladores podem ter passagem pela placenta e pelo leite materno.
Alguns exemplos de desreguladores: fitoestrógenos, alguns pesticidas, ftalatos, metais pesados (arsênio, cádmio, mercúrio), medicamentos, bisfenol A (presente em certos tipos de plástico) e determinados produtos de beleza.
Estudos apontam esses desreguladores como fatores para o aumento da incidência de distúrbios endócrinos como a obesidade, o diabetes, doenças da tireóide, a precocidade sexual, a infertilidade e até mesmo as alterações do comportamento e outras doenças sem causas conhecidas.
Adatado de: http://www.desreguladoresendocrinos.org.br/
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Defenda-se contra a Dengue!
Epidemia de dengue em Campinas este ano é uma das piores da história
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Vacina contra a Gripe 2014
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Acordo deve reduzir sódio de requeijão, hambúrguer e embutidos
O termo assinado pelo governo e pelos fabricantes prevê redução de sódio em requeijão cremoso, sopa instantânea, sopa pronta para consumo e para cozimento, queijo muçarela, empanados, hambúrguer, presunto embutido, linguiça frescal, linguiça cozida a temperatura ambiente e mantida sob refrigeração, salsicha e mortadela.
Esse é o quarto acordo firmado entre o Executivo federal e os fabricantes de alimentos desde 2011 com o mesmo objetivo. Nos tratados anteriores, alimentos como pão de forma, macarrão instantâneo, batata frita, maionese, biscoito recheado, margarina, cereais matinais e temperos para massa e arroz também tiveram a quantidade de sódio reduzida.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário de sódio deve ser de menos de dois gramas por dia, equivalente a uma colher de chá ou cinco gramas de sal. O sal, em quantidades maiores do que a recomendada, aumenta a pressão arterial, podendo alterar o ritmo cardíaco. Com o desequilíbrio, a pessoa corre mais riscos de sofrer enfarte e problemas circulatórios.
O consumo médio de sal pelo brasileiro é de 12 gramas diárias, mais do que o dobro sugerido pela OMS. Isso seria causado pelo hábito de colocar sal em alimentos processados e de comer frequentemente fora de casa.
O governo estima que, desde 2011, cerca de 11,3 mil toneladas de sódio deixaram de ser adicionadas aos alimentos que foram incluídos nos acordos firmados com a indústria alimentícia. Até 2020, o Executivo espera evitar a adição de 28,5 mil toneladas de sódio.
sábado, 25 de agosto de 2012
Botulismo: novos casos ligados a alimentos em conserva
A Vigilância Sanitária determinou a interdição cautelar do lote 1E0712 da mortadela da marca Estrela e do lote 300437 do milho verde em conserva da marca Quero. Com as interdições, os lotes não podem ser comercializados no Estado de São Paulo. A determinação da Vigilância Sanitária aconteceu após a notificação de quatro casos suspeitos de botulismo em Santa Fé do Sul, na região de São José do Rio Preto (SP).
O último registro da doença no Estado de São Paulo foi em 2009. Desde o ano de 1997, quando a doença passou a ser de notificação compulsória, o Estado de São Paulo registrou 22 casos, dos quais cinco mortes.
O botulismo é causado por uma bactéria (Clostridium botulinum) presente no solo, nas fezes humanas e de animais e em alimentos mal conservados. Ela cresce em ambientes sem oxigênio, como enlatados, em vidros e embalados a vácuo. As conservas de palmito são responsáveis por muitos dos casos no passado.
O período de incubação varia de algumas horas até oito dias. Sua duração está diretamente associada à quantidade de toxina liberada no organismo.
Os principais sintomas são visão dupla e embaçada, fotofobia (aversão à luz), ptose palpebral (queda da pálpebra), tonturas, boca seca, intestino preso e dificuldade para urinar.
À medida que a intoxicação evolui, o comprometimento progressivo do sistema nervoso se manifesta na dificuldade para engolir, falar e de locomoção. O mais grave de todos os sintomas do botulismo é a paralisia dos músculos respiratórios, que pode ser fatal.
Dicas:
- Fique atento a embalagens danificadas ou enferrujadas, que facilitam o crescimento da bactéria.
- Ferver os alimentos em conserva antes do consumo, como o palmito, é uma medida para destruir a toxina.
Curiosidade:
Apesar de letal, a toxina botulínica é usada em vários campos da Medicina, como, por exemplo, para reduzir movimentos musculares involuntários ou sudorese. Ela ficou famosa com o nome BOTOX, principalmente como anti-rugas.
Mais sobre botulismo: site do Drauzio Varella.






